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terça-feira, 2 de novembro de 2010

CANTO DE DOR















Esta poesia foi feita para fazer parte do Cancioneiro de Mário Osório.


CANTO DE DOR

Meu canto de melancolia
Repassado de comoção...
Trago a saudade, ela vazia!
A alma a exaurir de paixão.

Ò tormentas do coração!
Que teimais ocultar de mim?
Contai-me, dizei-me então!?
Porque estou sofrido, assim!

Que pobre coração este meu?!
Que debalde procura abrigo
Era seu bálsamo o amor teu!
Mas também era seu castigo.

Para que hei-de chorar-te?!
Flor minha amada em botão
Esperança, deixarei amar-te,
Já se me inquieta o coração.

Viva e ardente é a saudade
Volvidos assim tantos anos
Do Sol poente és Magestade
Da m'alma sofridos desenganos.

Teus olhos eram m'ha esperança
Tua boca ondulada fermosa ceára
No peito só restam lembranças
Pérola, que tanto eu já amara.

Hoje sobre tua sepultura
Um punhado de lírios à sorte.
Chorarei aí minha amargura!
Rompendo em brados de Morte.

Que mais éreis que mentido Amor?
Que desonrásteis meu leito?
Agora num impulso de pudor?!
Meu coração morre desfeito.

O agrilhão da minha dor?!
O meu pesar e desgraça...
Deste tão desgraçado Amor
Da lembrança não me passa.

rosafogo
natalia nuno

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