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sábado, 25 de outubro de 2014

dói a ausência...



apagaram-se os ecos,
do fumo triste emergem feridas
choros de quem a ausência chora
saudade sobeja
e os dias não passam
sombrios, tristes,
como dor que se abraça,
quando a alma chora

ausência, mal que nos derruba
deixa a vida espavorida
rouba o bem que temos
por ventura ou por desgraça
o tempo passa e não passa
e lá se vai a mocidade
o futuro hirto
o corpo cansado
o rosto enrugado
na alma a saudade

acata-se o destino,
e quando anoitece
lá se foi a graça, logo
amanhece para limpar o pranto
por quem se anseia tanto.

natalia nuno
rosafogo




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