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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

confesso-me...




confesso-me... nestas linhas ardentes
nosso amor não cristalizou pouco a pouco
prende-me a ti julgando ser amor q'sentes
é na volúpia da m' paixão que ficas louco...

no momento vi em ti homem enamorado
candidamente me entreguei e sem receio
- logo ali nosso amor julguei eternizado
doce o morrer de desejo que em ti ateio.

mas, meu coração é flor que já definha
esqueço até de mim, teu amor é sina minha
como o sol que traz  ao meu dia claridade...

resta o cofre das cartas d' amor guardadas
com promessas e juras por ti inventadas
que são o riso e o pranto da minha saudade.

natalia nuno
rosafogo








2 comentários:

Edith Lobato disse...

Maravilhoso soneto Natalia. escrita zelosa e linda. Parabéns e feliz noite.

PÈTALA disse...

Olá Natália,

Confissões com esta grandeza
Onde o amor mora espelhado
O enamorar da vida foi certeza
Não mais poderá ser apagado!

O belo da poesia continua a passear-se nas tuas palavras. Que esta força e mestria continue a encher a alma dos que gostam de te ler, como é o meu caso.

A poesia será sempre a tua maior força!

Beijos

João