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terça-feira, 17 de setembro de 2013

só eu e o mar...




Hoje o mar alterou-se, sabe-se lá porquê... ficou paranóico, avassalador, mas depois, deixou-nos a fúria de o amarmos em liberdade, mais tarde passou-lhe a cólera e veio-nos beijar com paixão e delicadeza...e ali mesmo fiz um verso e foi o desvario, nele adormeci o sol , coloquei cigarras a cantar nos canaviais e acreditei que era verdade o sonho que eu, o mar e o sol sonhávamos...fiquei na quietude para sempre, sonolenta,  num lugar onde me contaram lendas de um tempo passado, ali perto o mar e o sonho e eu aqui com minhas palavras, meus gestos lentos, meu sorriso, continuo viva, aguardando o outono, depois o inverno e quem sabe ainda a primavera próxima, coberta de malmequeres na ladeira das lembranças, dizendo-me adeus e cantando-me uma melodia para que adormeça num manto de silêncio...e no areal só eu, o mar e os meus versos a rimar com a(amar).

pequena prosa,
dia 12/09/2013 Fuzeta.


natalia nuno

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Quando a alma está predisposta, o sonho acontece! O mar, quer na sua fúria ou brandura, a sua magia é extasiante! As tuas palavras são o expoente máximo dessa magia!

Beijo

João

Natalia Nuno disse...

Tens razão o mar é mágico, perto dele se renovam as forças, a vida tem mais brilho, são sempre pouco os momentos junto ao mar, mas até no inverno o visito.

Bom fim de semana meu amigo
grata sempre pela tua presença

beijo