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sábado, 1 de setembro de 2012

Pesam-me as mãos vazias



minhas mãos vazias de nada
olhar cego, poço sem fundo
calando angústias
neste resto de vida sobrada
neste meu quinhão de mundo
Nos meus dedos, há pássaros
silenciosos
no pensamento trago medos,
e um deserto de solidão
nostalgia...essa escondo no coração.

a vida feita em mil pedaços
mas dela não abro mão
a acolho em meus braços
apesar dos cansaços
a retenho no meu chão.

e se ainda tiver sorte
poder olhar lua e sol novamente
não me levará a morte!...
nas grades da sua prisão,
seguirei em frente!
não querendo nada, quero tudo
nas minhas mãos que outrora
foram mãos de veludo.

Pesam-me as mãos vazias
na escalada dos meus dias
ficam meus braços a aguardar
mais um sonho de embalar.

natalia nuno
rosafogo

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