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quarta-feira, 9 de maio de 2012

UM AMOR CEGO



Louca era a sede
que tinha de viver
Rubra flor, semente.
Alimentada da terra
Como a fui perder?
Nesta corrente
Neste tempo vigia dos meus dias
É escura a minha esperança
Estou orfã das minhas alegrias
E na memória rescaldos
fugazes da criança.

Como a este domínio fugir?
Se a minha paixão p'la vida persistir?

Porque se esconde este inimigo
que em mim se abriga?
Será castigo?
Ou é a razão que me castiga?
No sonho me afundo,
e ao tempo me nego.
Meu querer à vida é profundo.
Espreito os anos passados num amor cego.
Mas de verdade...
o que eu queria era fazer
um poema de saudade.
Um poema que por mim falasse
Mas o verso continua a fugir
Tomara eu o encontrasse,
mas não, não se deixar prender.
A rir de mim a rir,
e de toada em toada
a vida me é levada.

O tempo já pouco sobra
meu sonho já anda mais devagar
É o tempo que tudo me cobra
Nem me dá tempo pra pensar.


natalia nuno
rosafogo

imagem da net

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