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sábado, 14 de abril de 2012

ÀVIDA DE VIDA













Meu vôo levantei...
A negar minhas asas cortadas
Minha alma amarrei
E a solidão sem par, nas mãos apertadas.
A vida decadente entre o tudo e o nada
Num espaço vazio fatalmente cativa
Minha voz quebrada.

Os sonhos à meia-luz
Em noites enfadadas sem sono
A vida se torna uma cruz
É doloroso vê-la caindo
em abandono.

Ávida de vida
Meus olhos fitos no céu e o coração a bater
Da secura novamente renascida
Hoje que meus olhos vêem?
A vida ainda me quer
E ela me é querida!

Nada justifica a morte,
e com sorte
A vida não me será negada,
com alguma claridade...
ou uma mão repleta de nada.

rosafogo
natalia nuno

foto retirada da net
Poema inspirado nas seguintes frases « Ávida de vida, com asas cortadas, os sonhos á meia luz, um espaço vazio, repleta de nada» desafio que me foi proposto pela amiga MfVp na sua pág do Face.
Obrigada mais uma vez por me ter inspirado.

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