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quinta-feira, 23 de junho de 2011

AVE FERIDA



Arrumo os pensamentos
Antes que chegue o Inverno
Antes que o fio dos esquecimentos
Transforme a vida num inferno.
Enquanto a noite não desce
E às sombras deixa o coração
E a solidão não acresce
E me deixa prostrada no chão.

Mais depressa do que devia
Antes que faça e desfaça
Pobre de mim que seria,
Se este tempo que passa
Me amortalhasse de medo
Num chão seco, me enterrasse
em segredo?

Arrumo sem hesitações
Pensamentos, sonhos e ilusões
Faço o caminho sem paragem
O tempo me trouxe limitações
Mas eu insisto na viagem.

Meu rosto já não sabe quem é
Que importa, se este rosto já foi?!
Meu corpo é árvore que morre
Morre de pé
Tão breve que dói
Esta vida que corre!

rosafogo
natalia nuno

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Gostei do teu poema.
Muito bom.
Beijos.

manuel marques disse...

"Uma ferida cura-se melhor que uma palavra."

Beijo.