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quarta-feira, 22 de junho de 2011

AMA-ME



Os sonhos, caem no outono
Confundem-se com o murmúrio do vento
São como folhas mortas ao abandono
Caindo num musgo lamacento.

Mas amor, eu te olho de relance
E a minha manhã ganha forma
Entre o madrugar e o entardecer
Eu aguardo que a vida amanse
Meu coração se conforma
E continua a bater.

Tenho saudade da tua voz
Agora só o silêncio se faz ouvir
Saudades de nós
Das palavras que eram música,
Saudades de sorrir.
Olhos baços de melancolia,
Minhas pétalas não respiram
Minhas raízes,
São agora sombras em agonia.
Volto ao crepúsculo, à noite, ao vazio
E a tua ausência me dá frio
Declina o sol no meu peito
Nas horas tardias
Onde ficou aquele jeito?
Das carícias que me fazias?
Meu corpo agarra-se à vida
Querendo a minha tristeza esquecer
Mas o rosto teima em transparecer
Da vida, a investida.

De mim, de ti restam traços
Que os tempos mal retêm
Esquecidos os nossos braços
Dos abraços que já não têm.
Um instante, é agora uma vida inteira
A tarde não demora!
Senta-te  amor à minha beira
Ama-me, ainda que o sol vá embora.

Volto ao crepúsculo, à noite, ao vazio
E a tua ausência me dá frio
Declina o sol no meu peito
Nas horas tardias
Onde ficou aquele jeito
Das carícias que me fazias?

rosafogo
natalia nuno


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1 comentário:

leonor costa disse...

O teu poema desceu ao meu coração...
Parece que foi escrita por mim!...

Beijos