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sexta-feira, 6 de maio de 2011

ONDE A VIDA ME ESQUECEU




Onde caminha a solidão
É onde a Vida se cala!
Quer eu queira quer não?!
Já tudo se vai, até minha alma.
O meu sonho, é meu cadilho
O meu caminho transformado em trilho.

Não quero ir por aí
Choro por me ver chorar
E fico por aqui!
Com tristeza em meu olhar.
Invento um tempo só meu
Invento asas, faço apelos, falo em ternura
Afronto até a noite escura
E no escuro das pálpebras clareia o dia
Mas hoje? Não estou dada à alegria.

Quantos sonhos dados como certos
Tantos outros foram inquietação
Já não sei quem me quer ou não!
Quem põe pedras nos meus caminhos desertos.

Então choro, só de me ver chorar
Sinto-me pássaro rasando a àgua
Na ânsia de se libertar.
De mais um dia de mágoa.
As nuvens do meu céu, são pequenos dragões
Que trazem tempestade às certezas e ilusões.

E a Vida se esvai, até ao último grão
Semente que na terra se esboroa
E é sombra que me cai no coração
E me deixa a chorar à toa.

rosafogo
natalia nuno

Cada verso é como um filho
Que me deixa no olhar um estranho brilho

Imagem-blog imagens para decoupage

2 comentários:

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Asim são os dias em que a alma chora, em que nad a compraz e a nostalgia se apodera de nós. Parabéns pelo magnífico poema!

Natalia Nuno disse...

Obrigada pela visita amiga, só hoje dei com teu comentário, pois ontem saíu o meu livro e andei atarefada.
Beijinho Célia, grata também pelo apreço e carinho.