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sexta-feira, 15 de abril de 2011

SE O RELÓGIO PARAR



Enquanto na luz dançam grãos de poeira
E o relógio taquetaqueia
Eu medito cansada e absorta
Sentada, com o livro à minha beira
Haja quem leia!
Que hoje não leio nada, estou morta.

Estou o tempo a controlar!
Ele que tanto me contraria
Mas se o relógio parar
E a poeira assentar
Talvez escreva poesia.

Não faço ideia da hora
A Vida está toda na minha mente
Agora até ela me ignora
Me dá sempre uma resposta diferente.

Gosta de me desencorajar
E o relógio continua a taquetaquear.

À minha frente minha chávena de chá
Olho fixamente a janela
Sózinha! Tanto se me dá!
Que ninguém se aproxime dela.
Escrevo meias palavras e ao de leve!?
Bebo meu chá, e um suspiro me susteve,
de dar um grito, prefiro a serenidade
Assim me deixo na sombra da tarde.

E o tempo tanto me contraria
Mas o relógio parou
A poeira assentou
E eu escrevi esta poesia.
Poesia de saudade!

rosafogo

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