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terça-feira, 12 de abril de 2011

CALEM-SE OS SINOS



Hoje esperei que os sinos se calassem
Pelo silêncio  ainda espero
Talvez até ... que se me amassem?!
Esquecesse as badaladas de desespero.

Fico neste torpor
Embalada pelo vento
De espírito vazio
Coração vazio de amor
Vazio o pensamento
Contemplo o vôo dos pássaros incessante.
Rezo umas Avé-Marias
Vou espiando outros dias
Presa a outros instantes.

Quando os sinos se calarem?
E os tempos me levarem?
Liberto meu  pensamento,
Qua anda parado, estonteado...
E os anjos cantarão meu sono
Ao mar e ao vento.
Palavras ficarão ao abandono
Em silêncio...

No silêncio dum pedestal.
Saborearei  o resto com suavidade
E não me levem a mal
Quero lembrar a flor da idade
Demoradamente
Com saudade
Como se fossem tempo presente.

E depois se voltar a acordar?
Uma alma nova vou achar.

O tempo me apunhala o coração
Jovem tinha a ilusão da eternidade
Mas a juventude, já é ela uma ilusão!
Que acabou, deikxando saudade.

natalia nuno
rosafogo

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