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sexta-feira, 29 de abril de 2011

PÁSSARO NEGRO



Escuto indiferente
A chuva que bate
É como se estivesse ausente
Também a saudade hoje é amarga
Deixa meu coração a saque!
Porque o que nos une?!
Tem poder e não nos larga.

Em vão, em vão...

Bate meu peito sem conseguir
Que o sangue em turbilhão
Faça meu coração desistir.
Há fogo nos meus dedos
E em cada olhar uma esperança
Esqueço fantasmas e medos
Faço da vida uma dança.

Do tempo que foi, do que houve
Pulsa-me o coração dolente
Um coração que não me ouve.
Que esquece que inda sou gente.
Dentro de mim uma aridez
Um grito...uma ave estranha.
Um pássaro negro talvez!
Que em segredo me apanha.

natalia nuno
rosafogo

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