terça-feira, 25 de agosto de 2026

uma brisa leve...




- uma brisa leve chegou-me à janela, trouxe-me uma luz mágica tão íntima da infância, e o aroma  bem vincado ainda na minha memória, e ainda que tivesse tardado, continuaria igual, nada pode destruir as memórias... quando as aves me vinham saudar, as folhagens das árvores murmuravam-me tantas coisas que ainda não entendia, o rio turbulento no seu rumor deixava-me olhar no seu espelho,, matando a sede aos salgueiros esguios das margens, que alegremente baloiçavam os ramos dobrados ao seu encontro, os frutos acendiam a manhã com os aromas das suas polpas abertas ao vento, os girassóis aguardavam a vinda do sol, e as abelhas fabricavam o mel de flor, tudo era amor e ternura, as laranjeiras eram como noivas, todas branquinhas, agitava-se o meu coração de ânsia, como se nunca terminasse o calor daquele lugar onde vim ao mundo, era o centro da minha vida, livre e ditoso...

natalia nuno

imagem minha

1 comentário:

Toninho disse...

Uma delicia de leitura Natália, pois esta sua viagem a um passado, muito tem do que eu vivi num cantinho de interior. A suavidade dos movimentos, a natureza em harmonia com seus elementos deixou a brisa mais leve amiga.
Que bom ler nesta tarde esta beleza.
Carinhoso abraço na feliz semana.