o silêncio cresce, as árvores avançam com um perfil sombrio, as folhas inquietas, cresce uma profunda tristeza, passo por pessoas que não poderão compreender-me nunca, só a luz da manhã vem oferecer-me paz, apago os presságios e os temores, não me assustam as rajadas de vento e chuva, esqueço a obscuridade, é tudo suave, e então surge morte sem me dar tempo, me enterra no tempo, afinal é o dia que temo...com um ar ofegante e a voz apagada, me deixo perdida como náufrago em noite de névoa, apenas um frágil queixume, afinal já tantos outros morreram...
natalia nuno
foto minha

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