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domingo, 4 de setembro de 2016

meu grito...


ninguém me ouve, meu tempo vai-se gastando e eu vou emergindo do vazio com as mãos afogadas num rio de águas turvas, um dia distante elas foram vida, já não há saída para este labirinto, ninguém me ouve, ninguém, eu sinto que nem meus risos e nem minhas lágrimas, busco uma palavra, uma mão por entre a multidão... o peito permanece frio de mágoa, na água turva do rio, que não volta a ser água...

natalia nuno

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