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segunda-feira, 13 de junho de 2016

sede de libertação...



o silêncio não é deste mundo
e o negro é mais negro que a noite
o corpo num estremecimento profundo
tremendo de emoção...
no olhar brilha um clarão
um par de asas leves
uma agitação de folhas, por aqui
o zumbido dum mosquito
tudo dito
o que senti neste sonho...

sem barulho abre-se a porta
sem que nela tenham batido
alma d'outro mundo gente morta
talvez só coisas do meu ouvido

no limiar uma silhueta sumida
parece-me de candeia na mão
ao olhá-la a côr do rosto é lívida
e os passos são leves pelo chão

rio-me deste sonho e da loucura
olho a porta em trejeito de troça
e ali o que vejo? uma fina figura!
que não é minha e nem vossa....

pergunto-me quanto tempo irá durar
talvez seja pesadelo ou apenas magia
ou será a morte a querer chamar???
vou acordar...ainda não chegou o dia.

natália nuno
rosafogo
este poema tem algum tempo, estava esquecido aqui em arquivo, ausente pouco tenho escrito, então hoje coube-lhe a sorte de ser partilhado.


2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Coisa bela, esquecida
Não merece tal sorte
Ela é a luz da ermida
Que nos indica o norte!

Esta sede que percorre tuas veias é por demais notória e evidente! Mas a vida pula a cada segundo e não se deixa abalar pelo que quer que seja! Das fraquezas se faz força para todas as lutas, todas as batalhas! Nunca irás fraquejar em circunstância alguma! Todos iremos morrer um dia, mas até lá, nunca lhe facilitaremos a vida! Porque a vida é bela demais para desistirmos dela sem luta!

Tudo de bom para ti e os teus

Beijos


Natalia Canais Nuno disse...

Grata pelas tuas palavras que sempre me dão muito prazer encontrar, orgulho-me da tua amizade e do teu apreço...

abraço-te, desejo tudo bom para ti.

Desculpa não ter respondido quando devia.