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terça-feira, 14 de junho de 2016

poema pendente...



há sempre entre a dúvida e a esperança
um poema no tempo parado
na esperança de ser acabado...

precisa ganhar alento
deixar a tremura dos dedos
ganhar essa graça de vida
escutar as palavras, ser  lealdade
ser transparente, sem segredos,
ou então falar de saudade.
hoje nem o tempo se interpõe
entre nós...
o poema quer um corpo sem desvio
quer ter voz,
quer-se doce e luzidio
quer o beijo que não demos
quer ser taça de água pura
quer ser o sol que vai alto
sorrir arrebatadamente com ternura
quer ser o raio e o trovão
alquimia, liberdade, alegria
e ao Poeta quer dar a mão...
Poeta que está à mercê do tempo
num vazio, num jardim de nuvens
onde a única visão
é a solidão....

natalia nuno
rosafogo


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