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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fantasio...



Entra o luar pela janela
a toldar-me o pensamento
nada mais além da solidão
eu e ela
 e a obscuridade da noite
 tudo mais lá fora ao relento.

Saudade distância sem tempo
olho a janela o luar entra por ela
fantasio, deixo-me num faz
de conta, sorrio,
é hora da libertação
dum sonho maior
ouço o bater do coração
ignoro o luar que atravessa a cortina
é meu companheiro
desde quando era menina
no meu mundo inventado
e dormia comigo, ali, lado a lado
surgia da fresta do telhado.

Hoje há uma teimosa vontade
e um sonho suspenso
de procurar na saudade
a menina em quem sempre penso
seus passos ficam martelando
minha mente
fecho os olhos, vejo os dela fielmente,
atravesso a ponte da lembrança
e no sonho cresce a esperança,
saudosa de mim,
volto ao tempo de criança...

natalia nuno
rosafogo





4 comentários:

Lídia Borges disse...


A busca da eternidade sempre inscrita nos dias sem fim da infância quase sempre mitificada.


Um beijo

PÈTALA disse...

Olá Natália,

E nesta Fantasia, mostras ao mesmo tempo um mundo onde o amor e o sonho sempre andaram entrelaçados. Fizeram nascer e crescer aquilo que hoje é uma boa saudade, que vale a pena recordar. Na fantasia, também pode e deve haver alegria, felicidade!

É sempre um gosto, ler-te!

Beijos

João

Natalia Nuno disse...

Um pouco mitificada sim amiga, nem tudo foram rosas, a pobreza abundava, mas a inocência era tanta, e todos tão iguais, que nem nos apercebíamos de tal éramos felizes, óh se éramos...

Grata pela leitura Lídia, bem hajas

um beijo

Natalia Nuno disse...

Olá João

Hoje tudo que recordo me traz saudade, os cheiros da terra, os sons, o ecoar de vozes que ainda estão na minha cabeça, as estações do ano que eram bem mais defenidas que hoje, havia frio, primaveras e outonos temperados e imenso calor no verão, tudo mas tudo eu gostaria de melhor trazer à minha escrita.
Obrigada amigo

beijinho