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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Este poema...



neste poema há o rosto
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...

este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...

natalia nuno
rosafogo

3 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Este poema espelha muita coisa, mas espelha sobretudo a essência da alma da poetisa!

E será sempre das cicatrizes do passado que advirá a força e energia para todas as batalhas do futuro!

Não tenho, nem nunca terei dúvidas de que assim será!

Beijos

João

PS: fiquei triste por passares á frente sem dizeres uma única palavra sobre o meu comentário, no luso.


Natalia Nuno disse...

Olá João estou sempre atenta às tuas palavras, mas se algum comentário me escapou peço desculpa, sabes cheguei hoje a casa e nos parques de campismo ou areas de serviço nem sempre consigo internet, e qualquer bocadinho é a correr que escrevo ou partilho qualquer coisa.
No entanto no Luso, eu vou agradecendo por ordem a cada um e só quando desaparece da banda laterar direita o nome do poema é que agradeço a outro, para ir lembrando a partilha, fiz-me compreender? Sabes que sou pouco esperta nestas coisas da internet, mas comecei a aperceber-me que faziam assim, enquanto eu chegava e agradecia a todos duma vez só.
Não fiques triste agora mesmo vou já ver o que se passa, é tanta coisa, eu já te tenho dito que é demasiado para mim, creio que tenho mesmo de desistir de alguns sítios.
Agradeço muito e tu sabes, astuas palavras, são elas que me encorajam acredita.

Beijinho, fica bem.

PÈTALA disse...

Olá Natália

Não amiga, não fiques assim! A minha preocupação era a de que tivesse dito algo que não devia. Nunca foi nem será esse o meu propósito, bem pelo contrário! Mas eu sei o quanto dói o desencontro das palavras. Mas ainda bem que não foi isso. Eu, é que peço desculpa

O sempre amigo João
Beijos

PS. Este foi o comentário que deixei no luso.

Aqui ainda acrescento.

Sei como poucos o valor e a força das palavras. E ao passares em frente, a minha tristeza residiu no facto de me poder ter desencontrado com as palavras. Ou seja, ter escrito coisas que aos teus olhos não estivesses de acordo. Isso seria a pior coisa que me poderia acontecer. Ainda bem que não foi. Peço desculpa. E ao mesmo tempo agradeço todas as palavras abonatórias em meu favor.

Sabes que sou um teu leitor atento, e que gosto daquilo que escreves e como o escreves. Não sendo um especialista em matéria de poesia, sei o suficiente para dizer que os teus poemas são dignos de viver para todo o sempre. Tens um estilo muito próprio, onde a tua vivência de vida muito rica em recordações alimenta o teu talento, e a arte!

Beijos

João