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sábado, 8 de fevereiro de 2014

palavra sem sabedoria...



minhas palavras não têm sabedoria
palavras velhas quase sem memória
encandeiam-me os olhos no dia a dia
à memória, à vida fazem dedicatória

palavras que lacrimejam de comoção
vindas lá da corrente do pensamento
incendeiam os versos rasgam o coração
e fazem das minhas mãos instrumento

são elas que os meus  sonhos sustentam
vêm e vão com toda a força da ventania
são dum tempo sem tempo, se lamentam

falam das lembranças cingidas ao peito
da saudade e morte que o coração adia
são brasas acesas em verso imperfeito

natalia nuno
rosafogo



2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália


Poeta de coração e alma cheia
No sorriso mostras resplendor
De menina nascida na aldeia
Os teus poros expelem amor!


A grande sabedoria reside na humildade! Por isso mesmo exalto aqui este teu poema como, BELO!

Beijo

João

Natalia Nuno disse...

acredito que ao escrever
me sinto melhor que ninguém
mas tudo não passa de ser
meu coração que está bem.

João não sei se mereço tanto apreço e carinho, mas sei que fico muito feliz e agradeço-te muito pela leitura e pelas palavras que carinhosamente me deixas.

Beijinho