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segunda-feira, 18 de março de 2013

Quase não me conheço...



Deito meu coração ao largo
meus olhos lavam as mágoas
nas águas
e meus sonhos espalham-se
nesse mar salgado,
açoitado meu corpo há muito que não dorme,
em silêncio, calado...
e o esquecimento é um firmamento
sem estrelas nem luar
já não sonho, o sonho não faz
ruído, a vida não tem sentido,
ouço o som da sua mudez,
amanhã talvez
eu volte a sonhar.

Cala-se a minha lira
murcham as rosas
e eu nesta sombra amortecida
visto e não visto de solidão
tão fugaz a vida
já não me conheço
quase não!

natalia nuno
rosafogo
imag.net








2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália


A alma sempre conhece
Todos os amores vividos
Mesmo quando escurece
Eles nunca são esquecidos.

Sonhar é sempre preciso
Em todo o tempo ou lugar
Da vida se constrói sorriso
Que até lágrima, enxugará.


A poesia é sempre bela, quando se tem alma para ela, Como é o caso. A vida acontece a cada instante, e os teus instantes são imensos!
Beijo
Pétala

Natalia Nuno disse...

Olá João

Pois é amigo e eu procuro aproveitar cada instante...

entretanto vou poetando
sem ter muita sabedoria
tristeza vou espantando
do nascer ao cair do dia.

obrigada mais uma vez pelo carinho.

beijinho, fica bem.