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sábado, 9 de março de 2013

à sombra da saudade



Óh tristeza...oh... agonia!
andam meus olhos tristes
chorando de noite e dia
a alma anda caída
a vontade a morrer
anda a vida sofrida
e pouco posso fazer...

ai como me lembro de mim!
desterrada na saudade,
sou sombra a chegar ao fim
minha mágoa é de verdade.

Óh nuvem esmaecida
oh sol que não me aqueces
que fizeste da minha vida,
que minha alma anoiteces?
sou sombra de mim saudosa
a sonhar a vida inteira
já tive a graça da rosa
já fui flor de laranjeira.

todo o sonho se desfez
tudo entregue à sorte!
olhos sem nitidez
adormecendo...
esperam a morte.

natalia nuno
rosafogo
imag-net



3 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Adormeci na tua saudade
E não foi por brincadeira
Quis conhecer essa bondade
Fruto da tua vida inteira.

E não é bem como a pintas
Dessa forma muito peculiar
Sabes que me estou nas tintas
Pois o meu verbo, é o de amar.

Esse teu perfume de rosas
Que se espalha pela praia
Vestida de pele viçosa
Com biquíni de cambraia.

O sonho não se desfaz
Nem agora nem depois
Porque ele sempre traz
Um coração para dois.

Sou um rapaz catita
Mas um pouco mariola
Aprecio muito tua escrita
Sem andar na tua escola.

Gosto muito de rimar
Mas gosto mais de sonhar
E o sonho não vai acabar
Este coração só sabe amar.

Daqui a muitos, muitos anos, olha o que tenciono fazer em relação á morte que tanto te apoquenta.

A morte é negra cruel e dura diz a sagrada escritura
Mas, eu hei de escapar-me a ela
Compro uma panela por um cêntimo, meto-me dentro dela, e tapo-a muito bem
A morte vem e diz: aqui não há ninguém, enquanto a morte vai e vem, passem os presentes muito bem!

Nunca chegarei aos calcanhares da tua escrita, mas deixarei bem vincada a minha diferença em relação a muitos dos que andam neste mundo virtual.
Beijo
João
PS: estou a beber um copo num bar da esquina, mas a tecnologia anda sempre comigo. Só não sei o que vai acontecer quando for atravessar o deserto…

Natalia Nuno disse...

Um copo bem que ajuda a manter a boa disposição, me alegro por saber-te feliz e bem disposto.

Nem voltes a dizer que não chegas aos calcanhares seja de quem fôr, pois grande seria a sorte se a maior parte escrevesse como tu.
De rimar gostamos nós dois sem dúvida, virá o gosto das nossas raízes, suponho!?
Gostei da hipótese de fugir`da morte, se fosse a receita assim simples João, como seria confortável e até esquecer.

Olha ontem fui apresentar o livro duma amiga à Vidigueira, com um publico fantástico, saí-me bem, fui até convidada pela vereadora para lá voltar com as estórias para criança, foi um dia bem passado.
Desejo continuação de boa disposição, agradeço as trovas que como sempre estão uma delícia, em calhando farei um blog só com os mimos que tenho tido dos amigos por onde ando e claro com os teus em primeiríssimo lugar.

Um beijo fica bem.

PÈTALA disse...

Olá Natália

Só posso falar como falo porque a estabilidade intrínseca e força mental são muito fortes. O meu rosto nunca deixou, deixa de sorrir. O meu sorriso é a uma das minhas imagens de marca. Isto é importante e fundamental quando outros dependem daquilo que esperam de nós, e da nossa força!
As minhas raízes ressurgiram de terra fértil, e quem conhece algo sobre a terra sabe que só medram em boa harmonia as que encontram essa fertilidade. No meu caso a poesia sempre viveu e mim. Eu é que não lhe dou o tempo nem a dedicação que ela merece. Mas vou escrever um livro encadernado por mim, apresentado por mim, em local a designar, mas em que só a natureza seja ouvinte e testemunha.
Esta ilustração que dei sobre a morte vem na sequência do que acabei de dizer. Nunca vale a pena sofrer por antecedência. A vida vive-se ao segundo. Sabemos que mil e uma coisas nos podem acontecer, mas isso nunca pode nem deve condicionar a nossa vida. Viver com medo ou receios só causa sofrimento sempre em cima de sofrimento. Só é verdadeiramente feliz quem vive sua vida sem nenhum tipo desses receios ou medos. Muito gostaria de ver-te mais animada, não deixando transparecer as muitas mágoas que te perseguem e são visíveis a olho nu! Gosto muita como escreves e da maneira como o fazes, mas a tua alma não está liberta! Precisas de fazer um esforço extra para que esse negativismo possa um dia vir a desaparecer. Todos somos capazes, e tu também o vais conseguir. E isto não é um pedido, é uma ordem. E quem cumpre minhas ordens, terá sempre motivos para sorrir e comemorar.
Claro que só podias sair-te bem nessa apresentação. No ano passado vindo do Algarve passei aí na Vidigueira. Fui ao Alqueva e ao castelo de reguengos de Monsaraz. Um regalo para a vista. Muito bonito.
Nunca procurei lugares cimeiros. Tudo o que faço é por gosto, e muitas vezes dou com uma mão, de forma que a outra não veja. Só assim, as coisas na minha perspectiva têm algum valor. Se um dia o fizeres, deixa-me em lugar pouco visível.
Beijo
João