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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

volto-me para mim...



Nas águas tranquilas deixei meus
traços...feitos nostalgia
e a paisagem estranha é agora
fugidia.
traz-me amargor,
foge-me da lembrança,
não retenho o rosto e a harmonia,
tudo é agora noite sombria.

Olho-me no luar que é mudo
luar triste mas reluzente do mês de Junho
juventude que era tudo...
poema escrito p'lo meu punho?!
Não é mais que descrição de saudade
grito que é necessidade,
do meu eu mais profundo.

Minha alma é emotiva
fico na recordação
de olhos apagados, parados,
em êxtase ouço então,
o som do rio que não pára
no meu pensamento...
e é ferida que não sara
por um só momento.

sento-me na margem
ao pé do choupo erecto
à espera de ver a imagem
que traz meu coração inquieto.

natalia nuno
rosafogo
imag.net

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Esse coração inquieto
Muito ainda tem a dar
Longe de estar repleto
Sinto nele, o seu pulsar!

Cantas a vida em toda a sua simplicidade. A natureza sempre presente fazendo parte intrínseca dum raiar que teve o seu vértice bem patente nas tuas palavras! Mas se a subida teve os seus encantos, a descida não deixa de os ter! Olhamos as montanhas e seus vales, belezas diferentes, mas sempre únicas! É este conjunto que forma uma parte inteira. A tua parte, inteira!
Beijo
João

Natalia Nuno disse...

Sem dúvida João que a natureza é parte integrante de mim, tal como me fazia sonhar o amanhecer, é agora o entardecer que me inspira, o sol o mar até às pequeninas flores silvestres tudo aos olhos é uma infinita poesia.
Guardo as tuas palavras no coração...beijinho, fica bem.

quando te der jeito perde um bocadinho e visita um novo blog que criei para as pequenas prosas, embora algumas já andem por aqui misturadas.