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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

lembranças miúdas...III


pequena prosa poética

Há p'los campos flores baralhadas, remando contra a força do vento, assim morrem os sonhos no silêncio dos que sofrem de saudade, ao peso das lágrimas. Vivem-se assim tempos de asperezas onde o ...
remédio é resistir às pressões do dia a dia.
Ando prá qui de pensamento em pensamento, interrogo-me constantemente do porquê de nem as flores escaparem e numa rapidez espantosa, serem despetaladas no encontro com o tempo.
Oscilante é a vida,ameaçador o tempo, indiferente é já a vontade e tudo fica assim mesmo, só o coração pode mudar, e transformar o nevoeiro instalado em sol, abrindo o verão e agasalhando de novo a esperança.
Seja manhã ou já tarde do dia, tudo chega ao fim, não lamento, pois trago em mim Poesia, que é festa no coração partido e é dança nos meus dedos ou até flor cheirosa no jardim...saudades de mim.


natalia nuno
rosafogo
ima.net












 

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