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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

assim nos amamos...



Passa uma brisa de ar fresco,
sento-me nesta cadeira
desengonçada,
noite inteira...

Pego num jornal
como um ritual...

Perto da janela impestada
de mosquitos que dançam
à volta do candeeiro da rua
e minhas ideias avançam
na saudade prenhe,
de recordar,
o dia em que fui tua.

O único intruso aqui é o luar!

A iluminação do candeeiro
traz-me sonolência
e à lua faço confidência,
quero sonhar com teus lábios
humedecidos,
quero em ti navegar,
sentir o teu pulsar
ser de novo o teu desejo
e acabar o sonho
num beijo.

O sono aquiesceu ao meu pedido,
peço a Deus um sonho divertido
rico de fantasia,
como se fosse inda, outro distante dia,
na manhã seguinte há muito que
contar e tudo fica aclarado,
entre amor real e o amor sonhado.

rosafogo
natalia nuno
imagem da net

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