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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

vincos de saudade




ao meu redor vejo gente
abafando o pranto,
decido olhar
e é grande o espanto,
mãos nervosas,
lágrimas nos rostos,
olhos enigmáticos
sem idade
e vincos de saudade,

levam a mão ao peito
em jeito
de oração
que aprenderam dos avós,
anos após,
ensinaram aos netos
meninos predilectos
de suas vidas
consolo de suas existências.

hoje entregues a si mesmos,
todo o dia
regressam de onde nunca saem,
lábios abertos sem alegria,
ele traz ainda uma gravata encarnada
e ela lembra pouco mais que nada

vejo-os agora afastando,
gesticulando...
E pensar que tanto se amaram!
Os meus receios não tardaram
partiram amando-se...

rosafogo
natalia nuno

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