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quinta-feira, 3 de maio de 2012

DOBO A VIDA

















A minha voz ficou rouca
Nela palavras tristes brotaram
Atravessa os tempos como louca
E numa clara mudez pararam.
Verto alguns versos com a ponta dos dedos
Empenho-me mais e mais
para dar vida às mãos
Dobo a vida, esqueço os medos
e a inquietação.

E na passagem estreita dos dias
escrevo minhas fantasias
Como a azáfama com que pássaro
faz o ninho
Eu sigo com esperança o caminho.

Regresso sempre às memórias
onde a lembrança pousa
O vai-vem do pensamento
aperta forte
A vida ousa
desafiar a morte.

A saudade sempre volta
como um combóio à estação
Saudade com sabor e emoção.

rosafogo
natalia nuno
imagem da net

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