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domingo, 29 de janeiro de 2012

O PERPETUAR DA MAGIA

H. Zabateri

O cinzento chumbo alastra no céu
Flores olham desesperadas nas varandas
E em mim a obstinação da lembrança
A recordação dos cabelos ao léu
p'la ventania...
O descanso do sono de criança,
o riso duma flor que se abria.
Os olhos em descanso
sobre as águas do rio manso.
Na contemplação do que havia
de vir.

Lembranças doces, pacatas,
nestes  poemas perdidos.
É agora o céu vestido de cinzentos pratas,
a mergulhar em cada um dos meus sentidos.
Tudo está presente,
nos olhos, ouvidos e no coração,
que sente.
Abraço cada momento de vida
Minutos, horas, às vezes de solidão,
sómente.

Fecham-se os olhos do pensamento
Fico em mim e em liberdade,
esqueço o cansaço do corpo e o desalento,
E avanço clandestina na saudade.

Meus sonhos ficam na esperança,
nem sei de quê!
Enquanto cai uma chuva miudinha,
o pensamento se evade.
Meus olhos são como um lago
Fico sem saber o porquê,
desta saudade,
minha...

natalia nuno
rosafogo
imagem do blog para decoupage

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