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segunda-feira, 18 de abril de 2011

AS MINHAS PALAVRAS



Sou filha duma manhã de bruma
Cheguei ao Mundo sem nada
Sem nada, sem coisa alguma!
Coisa nenhuma para o Mundo,
significava.
As horas passavam, a noite avançava
Eu frágil , delicada
O Mundo me fascinava!
E eu era nada ou quase nada.

Observei todas as coisas
Ouvi coisas e loisas
Fiquei de rosto tenso
E trazia mistérios por revelar
Trazia a alma inquieta
E um sonho imenso
Não deixar a palavra amordaçar.
A palavra, a minha arma predilecta.

E assim as palavras, as minhas
São cruéis, de ternura, delicadas
ou de saudade
Coloridas como faúlhas, a crepitar
São palavras de verdade!
Não as quero embaraçadas,
amordaçadas,
Quero-as, livres, cuidadas,
para ao Mundo
as deixar.

natalia nuno
rosafogo
imagens-blog imagens para decoupage.

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