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domingo, 26 de dezembro de 2010

SEM O TEMPO SABER


















SEM O TEMPO SABER

Como é difícil o coração comandar
E a Vida não está à nossa espera
Já se morre há que aceitar
É a verdade sentimento que desespera.
Mas com olhos de cegueira
Vou em redor olhando
Sem o tempo o saber
E o sonho me rodeia
Rasgando insónias, deixo-me adormecer.

Na memória lembranças sobrando
As estações vão mudando
Rasgando-me a boca, riso a estremecer.
Envelhecem o anos
E a solidão a crescer.

Desprendo-me da vida
Como folha caída
Já me resvala o poema
Já nem a saudade quer ser meu tema.

Sem ela me sinto nua
Ó saudade desalmada!
Deixas-me aqui na solidão parada
Com a  memória a dormir
Quando vier a Lua?!
Desce à terra meu coração
Cansado de existir.

rosafogo
natalia nuno

1 comentário:

Sonhadora disse...

Minha querida

Somos duas almas gémeas na poesia...os teus poemas falam sempre de mim, adoro sempre o que escreves.

Beijinhos com carinho
Sonhadora