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quarta-feira, 14 de julho de 2010

JÁ SE PÕS O SOL















JÁ SE PÔS O SOL


Não sei meu Deus!?
Por quanto tempo ainda
Posso assim olhar os Céus.
...Avançar por entre a recordação
Tempo este de mistério, que tráz a vinda
Dum tempo de escuridão.

O Sol vai próximo do horizonte
Quem sabe, voltarei a olhá-lo?
Já o perdi para trás do monte
Talvez amanhã volte a encontrá-lo.
Neste pensar, fico junto à janela
Declinou o dia!
Olho a Vida e pensando nela;
Já chega a noite sombria.
Há folhas mortas p'lo chão espalhadas
E não há lembranças que não doam!?
Quantas ainda as alvoradas?
Já as nuvens se amontoam.

Solitária me deixo à espera
Está escuro na minha ansiedade
Já a razão se desespera
E é vago meu sonho, vivo de saudade.
Vejo ainda folhas secas p'lo chão
E apressado bate meu coração.

Trago na memória outro rosto
Me surpreende ainda a semelhança
Espanto meu, ingénua criança!
Já se pôs o sol, é sol posto.
natalia nuno
rosafogo

3 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Que maravilha ler os seus belos poemas-

Trago na memória outro rosto
Me surpreende ainda a semelhança
Espanto meu, ingénua criança!
Já se pôs o sol, é sol posto.

Lindo

beijinhos
Sonhadora

Dulce disse...

Rosa, esta melancolia que desfia em palavras deixam-me assim...em estado de reflexão.
É lindo este poema como todos os anteriores.
Tão bom visitá-la e saborear tudo o que levo daqui.
Um beijo grande

Dulce Gomes

Natalia Nuno disse...

Como agradecer-vos todo este carinho?
É mesmo uma felicidade que estas minhas simples poesias sejam do vosso agrado, nasceram duma
grande vontade, dum punhado de coragem que ainda trago comigo.
Beijos para as minhas queridas amigas aqui deixo
como forma do meu agradecimento.

natalia nuno