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domingo, 3 de junho de 2018

se triste me vires...



não sei até onde poderei ir
também é verdade que não
me interessa isso agora,
vale tão pouco minha memória pequena
que chega a hora,
que até lembrar de mim me dá pena.
há lembranças que me deixam triste
por isso choro quando a saudade insiste,
hoje não quero mesmo lembrar-me
de coisa alguma,
chegaram demasiado tarde as palavras
hoje não escrevo nenhuma,
secaram-me a alma, mas também me deram
conforto e alegria, fico a chorar baixinho
lembrando a cada momento que tenho
de seguir caminho e esquecer a melancolia

não sei até onde poderei ir
sei lá da alegria que tinha de vencer,
lembrar ou esquecer?
um dia, um dia vou ter de partir!
não sei quem me roubou meu arco-iris
pinto agora meus dias de negro
se triste me vires, ou de qualquer jeito
lembranças e sonhos adiados,
é o  tempo  a doer no peito
e a névoa nos meus olhos toldados.

natalia nuno
rosafogo



2 comentários:

Maria Rodrigues disse...

Que nas boas recordações do passado se encontre sempre forças para seguir em frente.
Tão sofrido, nostálgico e tocante.
Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Natalia Nuno/Rosafogo disse...

Amiga ainda que sonhe, que teça e desteça palavras, há sempre um labirinto de sombras sulcando a memória e um silêncio cuja linguagem é tristonha, gosto de tocar a o coração de quem lê, mas espero e desejo que não entristeças, a poesia é como um canto, e traz com ela um turbilhão de sensações e fragrâncias que sempre nos renovam a vida. Um beijinho grande boa semana.