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domingo, 25 de março de 2018

o último sonho...



solicito o meu quinhão de felicidade
abro o peito aos abraços
saboreio as lágrimas da saudade
crio à minha volta laços
de amizade e afeição...
separo das recordações os dias sombrios
cruzo comigo enternecida
e nego à amargura a entrada no coração
e sem saber porquê faço-me de novo à vida

cruzo com o enternecimento
poiso os olhos no papel e escrevo
com mãos de poeta e encantamento
de madrugada ergo-me do leito
os pensamentos ajeito
do travesseiro trago o último sonho
e de novo a sonhar me ponho

a aldeia está silenciosa, quieta
e a noite perfumada de luar
aqui sozinha eu e o Poeta
ouvindo apenas os pios das aves
os murmúrios das folhagens, suaves
os soluços duma flor desfolhada
e eu devaneando no sonho, nesta hora
calada.
meu coração agita-se nas folhas de papel
o sonho é ilusão mas é amor que arde
sinto-o na pele,
e antes que seja tarde,
que o tempo tudo consome
deixo-me afagar pelo luar
deixo que nasçam na mente como flor
os versos que trato com amor...

natalia nuno
rosafogo
aldeia 10/02/2008













2 comentários:

Beijaflor disse...


Olá Natália

Se nos deitarmos no sonho
Voamos caminhos distantes
Deixando o rosto risonho
Com amores aconchegantes.

Os poemas não tem tempo ou idade. Sempre lindos, sempre atuais. É esta beleza que os torna, imortais!

Tudo de bom.

Feliz Páscoa!

Beijinhos

Natalia Nuno/Rosafogo disse...


Olá João

Tens razão, a arte poética é sempre nobre por muito singela que seja, tem sempre valor, e o tempo é quem lhe dá o maior valor, na poesia a palavra eleva-se e aproxima-se do espiritual... é bom ter liberdade de pensamento e poder criar a mais bela maneira de nos exprimirmos...é isso a poesia é beleza!

Feliz Páscoa para ti amigo, grata pela visita um grande beijinho