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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

tantas ilusões



vivi ao ritmo das estações
e em cada estação um sonho
de flores, amores e ilusões
na primavera tudo risonho
no outono nostalgia
no inverno melancolia
no verão entreguei o coração
tantas ilusões,
tantas lembranças
tanta saudade de voltar a ser
criança.
há uma ponte que me liga
ao passado a que aceno
com a mão tremente
e o coração sofrido
batendo apressadamente

e nos meus versos rimando ou não
eu lembro a fatia de pão
barrada de manteiga
enquanto a mão da mãe me ameiga
e a sopa na tigela fumega
a cafeteira ao lume já ferve
o serão à lareira
o pai com carinho me pega
a chuva caindo no telhado
o terço rezado
e a esperança no olhar
pois Deus é bondoso
e amanhã o dia será melhor
virá o sol cobrir a horta
e crescerá em nós uma esperança maior
a vida nos parecerá menos torta.

sonho remoto, sonho esquecido
tempo de voragem
que vai secando a minha sede,
a minha coragem,
que me mortifica persistente
nesta viagem ao fundo de mim mesma.

natalia nuno
rosafogo

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