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sábado, 17 de outubro de 2015

madresilvas e alfazemas



a vida desabrida e repentina
a noite cai nas redondezas
virá a lua cristalina
não tarda bate a meia-noite.
atarantado o pensamento,
por perto o eco do sino
trazido pelo  vento
em notas melodiosas,
e eu segurando as rédeas da vida
acautelando o que não posso prever
o tempo que virá a enpardecer,
e tudo esboroar-se em cinza.

qualquer coisa que não se deixa adivinhar
neste sonho meditativo,
só uma palavra lenta a obstar
e um sentimento vivo
de saudade, saudade que é fado
ou maldição,
a mais límpida claridade que fui
quero em mim sempre o pulsar do verão
mas fico melancólica
e dói-me a recordação...

madresilvas, alfazemas e de repente
das giestas o fervor
traz-me uma subtil melancolia
sinto-me de novo gente
com o coração cheio de amor.

natalia nuno
rosafogo



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