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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

na serenidade da noite...


 
Levamos séculos a aprender
tantas coisas desta vida
outros tantos a desaprender
o que nos fere e penetra no corpo
e de algumas jamais
nos conseguimos desfazer
agora trazemos nas mãos calosidades
e no coração saudades
o cabelo embranquece
o olhar toma um modo transcendente,
e quem se lembra da gente?
Mas há gente,
que a gente não esquece.

Tempos de namoricos e paixões
visões que nos marcam toda a vida
e na quietude da noite
no meio da serenidade
surge sempre a saudade
a lua ilumina lá em baixo o rio
há uma ténue neblina
e lá estou eu ainda menina.
Contemplo a aparição
meu rosto lívido,
aos pulos meu coração.
Tempo de aprender toda a ternura
do mundo
tempo de balouçar o corpo ao andar
e aquele sorriso que dizia
sem nada dizer
levamos séculos a aprender
hoje cravo o olhar no chão
e guardo, guardo a recordação.

natalia nuno
rosafogo

2 comentários:

PÈTALA disse...

0lá Natália


Na serenidade das noites e dos dias
A natureza envolve todo o teu ser
Nem mesmo com as aragens frias
Deixas de mostra a força de viver!


Ao ler-te, continuo como que a vaguear por campos verdejantes onde as flores silvestres e a natureza são rainhas! Onde os amores e paixões fazem questão de estar sempre presentes! Como que voando a teu lado, te continuando a beijar e entrelaçar! Poeta de todos os cantos, e encantos!


Beijo


João

Natalia Nuno disse...

Deixas-me sempre a sonhar com as palavras com que me comentas e com vontade de escrever algo de novo, eu sei que não mereço tanto, as minhas palavras são demasiado singelas, mas fico orgulhosa de receber tuas quadras sempre repletas de força, essa força que eu consigo retirar delas cativando-me a prosseguir.

Beijo João mais uma vez a minha gratidão.