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domingo, 12 de janeiro de 2014

Cala-te ó vento...



Cala-te, cala-te ó vento
deixa-me neste pesadelo
que é meu destino
de Poeta
deixa-me o pensamento menino
e esta inquietação resignada
deixa-me neste frenesim
adoça a solidão que há em mim.
Cala-te, cala-te ó vento
leva contigo a ventania
deixa-me nesta esperança fria,
deixa-me apenas o silêncio
em melodia,
e o cheiro das ervas da madrugada
deixa-me, deixa-me
nesta inquietação resignada.

Quero sentir o eco dos meus passos
ainda que sonâmbula eu siga
sentir  o gozo da lembrança dos abraços
e a sedução que lembro da tua cantiga
cala-te, cala-te ó vento
não vês o meu sofrimento
e esta dor verdadeira
quando me olho aos espelhos
e outra me invento?

Quem dera enganar o destino
ser como era,
e esquecer como sou
deixa-me ó vento
deixa-me com meu pensamento
menino...
num sonho debruçado
mesmo que,
de coração apertado.

natalia nuno
rosafogo

NOTA: Este foi o poema que fiz e li durante a apresentação do Melodia do Tempo.

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Felizes os que tiveram o privilégio de poder ouvir-te declamar tao belo poema!

E…
Desse belo coração apertado
Moram sedas de finos véus
Para o fazer ser tao amado
Por todos os anjos dos céus!

Obrigado poeta, por mais este momento de poesia!

Beijo

João

Natalia Nuno disse...

Pena de não sentir a tua presença, isso sim, não que me não tivesse lembrado de ti, às vezes tenho uma certa esperança que um dia me faças uma surpresa.

Obrigada pela quadra primorosa, eu é que te agradeço.

Beijinho