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terça-feira, 16 de abril de 2013

uns dias aurora...



canto canções sem fim
imitando o rouxinol
ao sol e em liberdade,
trago-as dentro de mim
do amanhecer
ao fim do dia,
me causam saudade, alegria
ou agonia...
é  bom ou mau nem sei!?
é como um clamor
ou a ilusão dum grande amor.

tão pouco tenho a certeza
se me preenchem o vazio,
mas encontro nelas a pureza
do meu encontro com o rio.
rio que em mim corre
quanto mais só, mais o sinto,

que é em mim tranquilidade
e o sonho que não morre,
a grande necessidade
de me agarrar à vida...
como uma esmola recebida,
que é na boca sabor,
o que mais espero
e quero
nesta ilusão consentida,
que me satisfaz e
me deixo cativa.

na minha solidão em paz.

e eu sempre lembro
e bendigo DEUS que é meu amigo
e prossigo cantando canções sem fim
que trago dentro de mim
e sonho-me menina ainda,
me conheço e me desconheço,
uns dias aurora
outros sol-pôr
brisa que a terra namora
ou duma ideia o fulgor.

barco partindo não sei para onde
folha em  branco abandonada
mas sempre...sempre à vida afeiçoada.

natalia nuno
rosafogo
img.net




3 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Tudo cintilará em teus olhos
Assim como o sol beija a lua
Dum coração rendado a folhos
Mas destapando, a alma nua!

Deixas sempre um saboroso néctar nas linhas e entrelinhas. És um vulcão incandescente que nenhuma tempestade apagará!
É sempre um prazer ler-te.
Beijo
João
PS: já em terra firme (?) …



Natalia Nuno disse...

Que bom meu amigo saber-te bem.
Que dizer das tuas palavras, parece que nos conhecemos desde sempre, tenho por ti muita amizade, e fico muito grata por todo o tempo que dispensas na leitura e apreço das minhas singelas poesias.

Beijinho grande, fica com Deus, que tudo corra como desejas.

PÈTALA disse...

Olá Natália


Voltei para dizer que não sei conceber a vida de uma outra forma. O mundo virtual é muito grande, mas por um mero acaso a poesia nos ligou. Para além de tudo, sou um comunicador. E por ser assim, neste mundo virtual não posso ter muitas pessoas por esse facto. Pois gosto de ler e fazer sempre comentários que tenham alguma substancia, não procurando ficar pela espuma das palavras. É claro que leio muita coisa, mas não posso comentar pelas razoes atrás descritas.
Talvez por ser assim é que dizes que parece que nos conhecemos desde sempre. E sempre procuro ser, amigo do meu amigo (a).

Beijo

João