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segunda-feira, 22 de abril de 2013

simples, assim como quando brincava.



na memória
um tempo de passagem,
adormeço e acordo
deixo o poema em liberdade
ele é de meu rosto a imagem,
do coração a saudade,
da minha esperança um vôo maior,
a alegria que toma posse de mim,
o som da noite que ouço melhor.
é ponte onde atravesso o ribeiro
é do desejo o meu desejo primeiro

e tudo o que é lonjura
se torna perto...
perto na recordação,
que faz frente ao tempo
às minhas veias diz que não
e põe o pensamento em contradição.

vou fiando o fio do destino
neste tempo de passagem
sou entre o nevoeiro um peregrino
que deixa poesia na aragem.

meus pés ensopados no chão
e o poema a abrir-me o coração
vou bebendo o vento,
e gritando
um grito que não se ouve,
mas que alivia o pensamento
e nestas palavras agitadas
a emoção se move e me atrai
como uma chama
e por instantes me alucina
e lá volta a saudade
dos meus sonhos de menina.

e é desta substância que faço
o poema, simples assim como
quando brincava
e nada me aprisionava.

natalia nuno
rosafogo
imag net








1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Uma boa brincadeira
Faz brilhar a luz do dia
E Assim se arranja maneira
Transformando-a em alegria!

O aroma anda no ar
Tal como a tua escrita
Sente-se o teu amar
Da forma como é dita!

O amor sempre tão presente ao correr na ponta dos teus dedos. Turbilhões de emoções e sensações sem limites! Sente-se um libertar de alma que precisa de voar constantemente e permanentemente!
É sempre com muito prazer que leio e comento a tua escrita.
Beijo
João