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sábado, 27 de abril de 2013

o que sinto...



o que sinto agora
me arde, me queima
acre melancolia
que em mim teima.

o caminho
é vinha vindimada
vagas de memórias,
sereno meu mar...
que tudo e nada me oferece
dia ameno,  dia  que adia
a morte,
o sol mne aquece
e  me mantém viva.

chove  apenas no olhar
e no rosto que um dia brilhou
e cantou e encantou
como um rouxinol,
hoje, terra morta onde bate o vento
e se foi o sol.
já nenhum espinho me fere
renego a compaixão
bati com  a porta
meu coração só quer
paz,
não se queixa, faz
que dorme....
num batimento uniforme.

natalia nuno
rosafogo
imag.net

1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Desse batimento uniforme
Que te deve deixar contente
Sinal que o coração não dorme
E na vida está sempre presente!

A vida está cheia de cor
E a retratas sempre bem
Dela se inala muito amor
Que tua escrita, sempre tem!

Ao falares em vinha, deves saber que até ao lavar dos cestos é vindima. Logo, a vindima pode durar o tempo que nós acharmos necessário. E o néctar delas extraídas pode dar um toque sublime á vida!
Beijo
João