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terça-feira, 24 de julho de 2012

o olhar da memória



Rolam memórias cansadas
à hora do anoitecer
por todos ignoradas
menos p'lo meu querer.
São da minha fome o pão,
alimento doce do meu
coração.

Quantas histórias em mim
a acordar...
A saudade que meu ser aquece,
dum palmo de terra que hei-de sempre
amar,
porque a terra da gente, jamais se esquece.
Tardes de outono passam por mim,
caindo sobre o rio o chorão
essa beleza secreta sem fim,
que vem acordar meu coração.

Vejo com nitidez
no mais profundo do olhar
as gotas que se desprendem do beiral.
O riso rasgado, o modo desajeitado
quando a vida era talvez
assim... o tempo sem passar!
A tarde sentada no poial
a aguardar da noite a chegada,
sobrando ternura,
sonhando ventura,
ventura que tardava
e  a pobreza rondava.

As mais finas raízes são fortalecidas
por Deus,
que nos deu o rumo certo.
O rumo do caminho a percorrer.
Minha memória é um clarão
em aberto,
que me alumia o sonho, e outros
que houver.

natalia nuno
rosafogo
imagem da net



1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Só pode olhar com carinho
Os caminhos que percorreu
Quando da vida fez ninho
E o melhor da vida lhes deu

Este olhar sereno e belo
Em todo um mundo andado
É um abrir a porta a castelo
Que tudo lá tem guardado

Tudo coisas nobres, com valor
Que não podem ser vendidas
Em cada uma imenso amor
São grande tesouro de, vidas!

Beijo

Pétala