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sábado, 21 de abril de 2012

LIBERTAÇÃO



















No dia em que  não existir,
que meu corpo se apague,
Que o rio se alague,
com a mesma fúria do dia em
que nasci!
Para acalmar a chegada abrupta
da morte.
E quando o silêncio me desamparar
e ficar sem norte
Restará de mim a tal angústia
no último poema
que escrevi.

Apagada no tempo
sonhadora... memória
sofredora,
que se liberta do medo de outrora.

Do caminho e da inútil jornada,
do quotidiano cinzento.
Vestígios duma vida que agora
é nada.

O tempo já não existe, então
nada do meu mundo resta.
Serei sombra dum sonho inacabado
Uma sombra na multidão
A esperança impossível
O vento aprisionado.

E meu corpo que foi manhã,
meio dia e bela tarde
Já não é mais verdade,
levanta-se o vento estremecendo
E ali mesmo acabarei morrendo.

natalia nuno
rosafogo













2 comentários:

manuel marques disse...

E a paz interior, finalmente chegará.

Beijo e bom fim de semana.

Natalia Nuno disse...

Oi amigo Manuel, assim será, tudo bom para ti,obrigada p'la visita.
Beijo e bom domingo.