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sexta-feira, 20 de abril de 2012

SOLTO A ALMA














Choram os olhos do céu
copiosamente
lagrimas de solidão.
Ri a terra de contente
Abrindo-lhe o coração.
Também choro em desespero
P'la vida que perco, mas
tanto quero.

Campos verdes, cavalos à solta
Sorriem mimoseiras em flor
Já a juventude não volta
E é fugaz o olhar do amor.

Já no meu rosto a chuva cai
Enredo-me de novo no esquecimento
Sobre mim a serenidade recai
E o inverno que me tolhe os gestos
é silencioso e cinzento.

É justo que lamente,
e a saudade venha o peito extravasar
Só quem não vive não sente
E eu vivo para lembrar.

natalia nuno
rosafogo
imagem rertirada da net.

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