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sábado, 13 de agosto de 2011

A INQUIETAÇÃO DO MEU RIO



Entre a folhagem há um coro
de cânticos subtis
E no rio um curso em quietação
E meu coração me diz
Porque  será que choro,
da saudade do meu corpo feminino?
Oh! Absoluto, mal fadado destino!

Ondulam brisas sobre as searas
Vibram as folhas prateadas
Pensar eu que me amaras...!
Em marés arrebatadas.

Já vão as horas perdidas
E os corações distantes
Para quê lágrimas caídas?
Se não haverá prantos bastantes?

Meus medos são trevos em flor
Andorinhas, entre a bruma
                                 do esquecimento.
No fundo dos meus olhos... amor,
                                  já coisa nenhuma!
Já partem, como nuvem em seu labor.

Fica o horizonte tão mudo
E o vento entoa seu balido
Não há nada que desejar
Ou haverá tudo?
Volta o desejo aos corpos
reacendido.
Numa imensa vontade de amar.

Meus sonhos são moinhos de vento
São  tiros no ar,
que me trespassam o pensamento
Num tempo inquieto sempre a andar
Quero viver, viver como a pedra que dura!
Não quero morrer de peito oprimido
Não me basta do céu a ventura
Não me basta o tempo já vivido.

rosafogo
natalia nuno
imagem - blog imagem para decoupage





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