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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A SECAR O ROSTO APRENDI














A SECAR O ROSTO APRENDI
Não sei do Sol p'ra me aquecer
Parei, silenciosa, sem vontade
Minhas lágrimas ninguém vem recolher
O tempo passou, deixou saudade.
A secar o rosto aprendi
Chove neste dia e chove em mim
Caí no Mundo caí!
Dentro do meu Eu há outro Eu
Que já distante nesse dia nasceu.

Tiritando de frio
Era Janeiro, me lembro era Janeiro!
Logo mil coisas enfrentei, surgiu o vazio
Então pensei: vou fazer berreiro!
E logo a minha voz se ouviu.

E assim nasceu uma nova esperança
Chegava trazia um destino p'ra cumprir
Era só mais uma criança?!
Ah! Mas logo me fiz ouvir.
Mas que dia duro!
Vontade pouca de me alegrar
O Mundo era feio, sem futuro
Mas nada abafou meu choro, nasci para ficar.
Também o Sol não apareceu
E a solidão em mim a crescer
Mas a palavra aí nasceu
Solta, livre, desesperada por viver.

E foi assim que me fiz gente
Numa luta sem igual
por um pouco de felicidade
Hoje? Bastava só um raio de Sol quente!?
No final...
deste dia, nesta hora de saudade.



rosabrava
natalia nuno

2 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Como o teu poema fala de mim...do que sou do que fui,adorei como sempre,escreves com a alma.

beijinhos com acrinho
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

Beijinho amiga obrigada pelo carinho, foi óptimo receber tua visita.

Bom fim de semana.