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domingo, 8 de agosto de 2010

SEMPRE À MESMA HORA



















SEMPRE À MESMA HORA

Da mesa onde escrevo
Sempre à mesma hora
Vejo o sol morrer e levo
O olhar envolvido nesse mistério, agora...

Surge a luz nocturna e fria
Bate o coração dentro de mim
Indiferente a qualquer outro sentir
Assim... apenas o ruído da vida, neste dia
É ver o Sol partir.
Saio dos meus pensamentos
E ao regressar estou renovada
Deixo para tras lamentos
Sou feliz com pouco mais que nada.

Travo às vezes duelo com a vida
Nem sempre saio vencida
Ou vencedora!?
Houve um tempo inteiro
Nada restaria se prodigiosa a mente
não fora.

Fim de tarde
E tanta ainda a luminosidade
Dou comigo de expressão parada
Num abandono quase perfeito
No meu rosto sinais de nada
Mas uma saudade presente no peito.

Senhora das faculdades minhas
Embora parecendo ausente?!
Minhas lembranças são campainhas
A embalar-me o peito docemente.



rosafogo
natalia nuno

2 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Um belo poema, muito sentido.


Fim de tarde
E tanta ainda a luminosidade
Dou comigo de expressão parada
Num abandono quase perfeito
No meu rosto sinais de nada
Mas uma saudade presente no peito.

Como eu sei do que falas.

beijinhos com carinho
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

Minha querida Sonhadora,assim se vai desfiando a Vida,Passam as nuvens levadas p'lo vento
E tanta coisa passa p'lo nosso pensamento.

beijinho amiga linda
natalia