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quinta-feira, 14 de junho de 2018

a solidão me enfastia...



trago comigo pedaços de tempo d'outros tempos
que vão alumiando meu chão,
enquanto outros descem na noite trazendo
algo perdido, junto à saudade, a desolação
e é então, que a palavra transborda envelhecida
rasga-me os tendões do pulso
fico vencida.
a solidão me enfastia, a memória fica vazia
esqueçam-me nesta solidão obstinada e fria.

percebam apenas que eu me dei conta
que a vida já me abandona
e todos os sentimentos que trago à tona,
são inúteis fragrâncias de flores
são inúteis lágrimas que amam
tudo é silencioso, e a solidão é dona
dona da minha vontade, da felicidade
que me sobrou e eu cinzenta,
dito palavras duras à vida
sinto-a, a respirar na minha respiração
ouço-lhe a acusação...mas
fico da dor despida
e não me dou por vencida

natália nuno
rosafogo

2 comentários:

Gracimar Martins disse...

Parabéns pelos seus lindos poemas! A solidão faz sofrer, traz tristeza a vida. O convívio ´é muito importante para não nos sentimos sós.
Abraço.

Natalia Nuno/Rosafogo disse...

Obrigada, fico grata pelas palavras de apreço.

Meu abraço