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quinta-feira, 6 de julho de 2017

calo a desdita



este tempo que me prende
este querer e não querer
esta monotonia que ninguém entende
esta noite no meu ser...
deixo morrer os dias,
sem que eu de ti palavras diga
já que a saudade de ti
a sofrer me obriga

calo a desdita
são coisas do passado, mas ainda
vivem em mim
perdido, reencontrado, o amor ainda grita

e toca-me pela doçura que recordo
sem fim...

um doce momento me consolará
seja qual fôr o tempo e o lugar
e o sonho embora lento há-de chegar
e assim vivo um dia mais
sempre em mim uma rosa florescerá
à minha volta um solidão invulgar
escuto o silêncio, e só um pensamento tenho
nesta minha noite sem aurora
lembrar-te e lembrar de onde venho
eu que fui um dia amor...
que sou agora?!

natalia nuno
rosafogo


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