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terça-feira, 5 de abril de 2016

aquela criança...



há tapetes de flores nos campos
ressuscitaram as papoilas
e há uma proximidade
entre elas e a minha saudade
vejo-as à lonjura, mas vivo na procura
é amor que por elas nutro desde criança
à procura de sonhos brinvava com elas
não sei se tinham angústias, mas pareciam-me felizes
e feliz era eu, rimava flores com amores e sonhava...

as minhas mãos eram como borboletas
a acariciar cada uma delas, e os sonhos íam
encubando em mim, havia sempre uma rã
invejosa por perto, um pássaro fazendo ninho
e no caminho havia giestas saciadas pelo sol
e nem a bruma nem o nevoeiro
cobriam o sorriso do girassol

ah! saudades são inquietas águas
que trago em mim da nascente,
pedacinhos de tristeza que a gente sente
pássaros, que de quando em quando vêm espreitar
meninas sobre a relva do coração
atalhos à espera da primavera
rasto de andorinhas a pulsar lá p'lo verão,
saudades... são donas dos meus vendavais
que ameaçam continuar...
a moldar a minha esperança
como se eu fosse ainda aquela criança.

natalia nuno
rosafogo


2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália!

Manter e deixar falar a criança que existe dentro de ti é fazer com que a primavera aconteça em qualquer estação do ano!

Fico sempre seduzido e rendido ao ouvir falar uma criança! E que bem que esta falou!

Fazes muito bem em passear. A natureza está repleta de belezas sem fim! E isso é sempre uma boa forma de dar outra cor e brilho á vida! Nunca te dês por vencida em circunstância alguma!

Também tirei umas “mini férias de Páscoa” e foi muito bom!

Boa continuação com tudo de bom.

O sempre amigo João

Beijos

Natalia Canais Nuno disse...

Olá João

Faz tempo que não venho ao blog, porque como sabes ando sempre por aí por esse mundo, um já conhecido e visito repetidamente e outros caminhos que vou descobrindo práticamente à aventura, desta feita fui até Irun passei para França e aí Biarritz, Lourdes, Narbone e regressei por Andorra onde estive uns dias, dou-me bem com o frio e lá nevava quase toda a noite, um encanto. depois vim pela costa espanhola calmamente por sítios já sobejamente conhecidos, mas que agradam sempre, porém um calor enorme e cá cheguei há duas horas à aldeia por onde ficarei uns dias a tratar das flores...parece-me que foi a única viagem na qual não escrevi nada, dediquei-me à fotografia porque a natureza está um espanto... e como sempre sou ingrata contigo pois só agora deu para falar contigo um pouquinho e ao mesmo tempo agradecer as tuas palavras com que sempre fico feliz quando as leio...obrigada amigo

um beijinho grande com muito carinho